Hoje, 02 de novembro, 2010, novamente é "Dia de Finados". Conforme definição do Aurélio, significa "Dia dos que se Finaram", "Dia dos que Faleceram", porém, de acordo com o meu coração, significa "Dia da Saudade se fazer Saudade".
A saudade não precisa, necessariamente, trazer-nos melancolia, tristeza e dor, pois pode transpor-nos a bons momentos, dias felizes e situações alegres. É assim que minha irmãzinha vem comparecer nos meus pensamentos, com sua figura tão doce e meiga, seus gestos sutis para não magoar ninguém, seu sorriso maroto para não fazer comentários depreciadores, seu olhar sereno que magicamente fazia parecer que tudo estava ótimo.
Tenho saudade de você, minha irmã, muita saudade mesmo e não é porque o dia de hoje denota este sentimento, pois apenas aproveito o dia para escrever o que sinto desde aquele dia 13 de abril, quando você nos deixou, em 2008.
Sinto que você está feliz, especialmente porque as maiores preocupações que você tinha estão, tenho certeza, trazendo muito contentamento a você, pois suas duas filhas estão bem, estão felizes, aos poucos conquistando os degraus da vida terrena e amealhando os louros espirituais.
Sei que você está espalhando o teu sorriso aí no espaço, semeando a alegria ao teu redor e percebo o meu egoísmo, pois tenho, realmente, muita saudade do tempo em que você fazia isso por aqui.
Amo muito você, minha inesquecível irmã.
Que Deus te abençõe !
Nós, os Caminheiros, trilhamos os Caminhos da vida, buscando luz, amor e felicidade.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Caminhos e Caminheiros
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Somos andarilhos do universo, aparecendo e desaparecendo diversas vezes e em muitos lugares; a cada ressurgir somos mais sábios, resgatando sempre os passos errôneos do passado, desfrutando da inocência das crianças, desapegados das nossas culpas, esquecidos do ódio, desprovidos do orgulho descabido, cientes da verdadeira condição de caminheiros que reconhecem que a estrada é longa e há muito o que aprender pelos caminhos.
Nossa alma é a construção que edificamos ao longo da jornada ! Nosso corpo é mera vestimenta que o tempo consome.
A suprema ordem da hegemonia da alma é mantida, determinada pela afloração dos mais límpidos sentimentos de sinceridade, fazendo das palavras, ainda que escolhidas, verdadeiras.
O universo curva-se ao esplendor desses acontecimentos, sem ousar, no entanto, julgá-los, pois certos ou errados, são a consequência imediata e corajosa daquilo que arrebata o âmago do ser vivente, numa exteriorização sem disfarces.
Portanto, mil vivas àquilo que, se não é sempre sensato, é sincero, àquilo que, se não traz felicidade plena, faz feliz, enfim, àquilo que acontece simplesmente, sem ensaios ou adornos, àquilo que chamamos de VIDA !
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Dáci de Quadros
21 abr 2010
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