De vez em quando a gente faz uma auto-retrato daquilo que já foi vivido.
Lembro-me bem do tempo da meninice, dos sonhos de moleque, das traquinagens sem dolo.
Parece que foi logo ontem a época da adolescência, dos mágicos objetivos, tempo em que a gente quase se sentia um super herói.
Aí passo para o período de homem jovem, recém casado, sonhando com o progresso financeiro e com a felicidade da família constituída e que aumentava aos poucos ... Nesse tempo o sentimento era de total domínio do "querer atingir os objetivos" de promover a felicidade geral do lar.
Puxa, a gente demora um pouco para perceber que o maior objetivo que pode ser atingido é também o mais difícil e, antagonicamente, o mais fácil: a formação de uma família unida, alegre e feliz !
Evidentemente, necessitamos "prover" os familiares para que possam receber boa educação, alimentação e cuidados com a saúde, mas este "prover" quase sempre é bem menor do que o nosso ambicioso desejo, pois desejamos, sistematicamente, mais do que precisamos.
Agora já sou "vovô", com muita alegria e felicidade. O Iago chegou no dia 15/12/2010. (não vá dizer que é mania minha, mas some todas as unidades que aparecem na data completa do nascimento e verá que temos aí um belo 13).
De repente, aos 51 anos de idade, percebo que conquistei o maior tesouro que poderia conquistar, construindo o que de mais maravilhoso poderia construir numa vida: a minha família! Percebo que não havia nada neste mundo que pudesse se traduzir em conquista maior.
Sou um homem verdadeiramente satisfeito e feliz!